Passeio de Inverno




Beirã (Marvão), Fevereiro de 2017

#TBT: Beira Alta 1999


Igreja de Santa Maria, Celorico da Beira, Junho de 1999


Casa e chafariz (datado de 1947), na Praça de Santa Maria, Celorico da Beira, Junho de 1999

A bem dizer, não tenho praticamente qualquer recordação de Celorico. Metemos lá o nariz, de fugida, numa das nossas excursões a partir da Guarda. Não foram muitas, não consigo já precisar se duas ou três, entre 1998 e 1999, mas lembro-me (e as fotografias recordam-mos) dos lugares que visitámos: Covilhã e Serra da Estrela; Salamanca, Ciudad Rodrigo e La Alberca; Sortelha e Sabugal; Almeida e Castelo Mendo (ou seria Castelo Bom? ou os dois?); Celorico e Linhares da Beira. Descendo um pouco mais, até ao distrito de Castelo Branco, já não me lembro em qual das voltas, explorámos, também, Belmonte. Tudo muito bonito.
De registos fotográficos, o que aqui está é tudo o que se aproveita.
Já agora, cumpre dizer que o Castelo do Sabugal foi classificado como Monumento Nacional, em 1910. O de Sortelha, também, mas só lhe apanhei um pouco das ameias. E, apesar de não estarem aqui retratados, também são Monumento Nacional as Muralhas da Praça de Almeida e os castelos de Celorico da BeiraCastelo Mendo e Castelo Bom. E Belmonte também está bem servido de Monumentos Nacionais. Na prática, foram uns passeios muito culturais, nada que eu não soubesse.
Olhando para as poucas fotografias que guardei, fico com vontade de lá voltar, armada com tecnologia digital e um rol de motivos coleccionáveis a procurar. Ia fazer cá um estrago nos meus equipamentos de armazenamento! Mas fica longe, e, tirante a atracção pelo passeio e pelo património, não há nada que me ligue à Beira Alta, fora de Viseu. Da Guarda, saí em Julho de 1999, sem sequer olhar para trás. A última vez que a vi, sobranceira, foi em Maio de 2011, da auto-estrada, no caminho entre Portalegre e Viseu.


Sortelha, Abril de 1999


Sabugal, Abril de 1999

Um São José de azulejos (13)


Lisboa, Fevereiro de 2017










Portalegre, Fevereiro de 2017


Portalegre, Janeiro de 2017

Églantine




Lisboa, Fevereiro de 2017

Há uma piada dos Marretas que me acompanha desde criança: quando Miss Piggy explica que aprendeu francês com os rótulos dos frascos de perfume. Já me explicaram que é rosa-canina que se chama, mas a primeira referência que eu tenho dela está ligada a uma ilustração num frasco de uma colónia francesa que andou lá por casa. Églantine é o primeiro nome que me ocorre, quando vejo uma.

Catando e rindo




Alter do Chão, Janeiro de 2017




Castelo de Vide, Janeiro de 2017


Portalegre, Fevereiro de 2017


Lisboa, Fevereiro de 2017

Nem todos são novos, mas são vistos com outro(s) olho(s).

Metrópole


Portalegre, Janeiro de 2017


Castelo de Vide, Janeiro de 2017

#TBT: Vila Real 1999


Igreja do Calvário, Vila Real, Agosto de 1999


Vista para a Igreja de São Pedro, Vila Real, Agosto de 1999

É a capital do distrito de onde é originária metade da minha família, mas só lá fui uma vez, e não nos detivemos muito: uns passeios pelo centro, talvez um gelado. Guardei algumas imagens mentais, poucas; fotografias, ainda menos, e quase todas pessoais, que é como quem diz, com pessoas.
Depois, seguimos para onde nos esperavam: São Martinho de Anta. O passeio teve como fim, após apresentar a casa de Miguel Torga e o monumento de homenagem a Miguel Torga à literata da família, subir à Capela de Nossa Senhora da Azinheira, porque era dia de merenda popular, integrada nas festas da padroeira. Boa comida, boa gente, boas vistas.
Lá de cima, é um deslumbramento, a perder de vista. Lembro-me de o Luís, primo de um primo meu, me ter explicado, com orgulho, que se podia ver até Favaios.
Ora, nesse tempo, era eu bem mais nova e ainda mais ignorante do que sou hoje: para mim, Favaios era moscatel, e o moscatel vinha de Setúbal. Forcei o olhar, mas, por muito que a vista alcançasse, achei que Setúbal era um exagero, que o Luís só podia estar a mangar comigo. Delicadamente, para não o ofender, retorqui que Favaios era capaz de ser um bocadinho longe, que eu, pelo menos, nem conseguia ver o mar. Com a sua bonomia e a paciência de quem está habituado a ouvir todo o tipo de disparates aos forasteiros, mesmo aos mais letrados, lá me explicou que Favaios ficava ali para os lados de Alijó, e que nem só na península de Setúbal se produz moscatel, que o do Douro é bem bom. Ruborizei, encaixei, assimilei.
Lembrei-me deste episódio, no Verão passado, quando, em conversa com o meu primo, lhe perguntei pelo Luís e pela família e fiquei a saber que ele faleceu, há uns anos, ainda tão novo.

Malabarista


Lisboa, Fevereiro de 2017